Fotografia de Man Ray
Nas esquinas do verbo
Peralta te espero
Pé plantado na magia
Suporte lânguido de um desejo ténue
Assobio uma ária displicente
Frágil disfarce de nervos sonoros…
O veludo solene da tua pele moça
Polvilha o sonho
Rastilho d’esperança & desassossego
A febre se aninha na face da tarde
E digere a memória enquanto cresce
O desamparo
Ah! Meu amor! Nunca venha
Deixa teu hálito estrangular
Interromper o ímpar reverbero
Apagar no teu doce olhar
O conteúdo irascível da ânsia
Ah! Minha amada, venha! Venha!...
Venha na aurora e na fria noite
Venha nos impávidos Outonos…
E no tom quente das margaridas
Venha…
Incorpore meu trémulo embalo
E adormeça no prólogo dos meus braços
Qual silencioso conto na âncora da noite
…
Olá! Passei por aqui e gostei do que vi... abraços



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